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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Amigos pra vida inteira


Numa conversa de bar um amigo me confidenciou: não tenho amigos... conheço muitas pessoas, mas não tem uma q eu possa chamar de amiga de verdade.

Logo me vi nessa fala e pensei: já disse isso em algum lugar, em alguma época... e provavelmente pra um bom amigo, numa mesa de bar. Então, eu repeti o q essa pessoa me disse na época: acho q todo mundo é mais ou menos assim... estamos sempre nos sentindo sozinhos.  

Mudamos o rumo da prosa, terminamos o goró afogando as antigas e atuais mágoas e bebemorando as boas lembranças, os novos projetos e as novas amizades, quem sabe, dessa vez, uma verdadeira!

Já em casa, assim q encostei a cabeça no travesseiro essa conversa voltou a minha mente. Diga-se de passagem, meu travesseiro vem equipado com um botão play q aciona o filme da minha vida... é só encostar a cabeça q o filme começa a rodar... e não adianta querer tira a fronha, a capa, a espuma, penas, trocar de travesseiro ou o q for para tentar achar o stop e dormir em paz... já tentei de tudo. O jeito é assistir e fazer comentários apropriados.

Tentei, então, me lembrar em q ocasião tive essa primeira conversa e com quem foi... não consegui mas, conclui q essa era a Roberta de tempos atrás e não a de hoje.

E fiquei feliz em perceber q hoje tenho sim amigos de verdade, amigos de muito tempo q vou levar comigo pra sempre, amigos q mesmo longe continuam mais próximos do q nunca e mesmo q não nos falemos mais com tanta frequência, eu sei q estão ali e q posso contar com eles.

Daí fiquei pensando no meu modo, digamos, um tanto quanto “torto” de enxergar as coisas. Sempre q penso numa amizade verdadeira recorro a uma pergunta de praxe (e de muito mau gosto, por sinal): se vc matasse alguém, pediria ajuda pra esse "amigo"?
Mas hoje refletindo sobre a questão mudei a pergunta para: vc conhece os defeitos dessa pessoa e ela os seus? Conseguem se amar mesmo assim? Se a resposta foi sim. É esse seu  amigo pra vida toda.

Cheguei à conclusão q a amizade é o amor e o respeito q se tem para com os defeitos da pessoa e não as qualidades. Só os amigos verdadeiros aturam nossas piores falhas com bom humor, relevam e perdoam. De qualidade todo mundo gosta. A amizade se mostra é no defeito.


Dedicado às novas amizades, essas q ainda não tem defeitos...  q perdurem para sempre....
Mas, principalmente, às amizades antigas, encantadoramente defeituosas....  q é certo de q vão durar:  Érika, Pri, Fernanda, Rafael, Dalua e William.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

As lagartixas da minha casa não têm rabo





Há dias esse pensamento assombra minhas idéias...
Aí um amigo riu e disse:- Vc tá vendo a mesma lagartixa sempre, sua bobinha!
- Ora, e então eu não conheço as lagartixas q moram comigo?
Desde q me entendo por gente sei q elas soltam o rabinho quando se sentem ameaçadas.
A pergunta é: quem anda ameaçando as minhas lagartixas?
Se fossem umas quaisquer, não me interessaria tanto pelo assunto. O fato é q dividimos a mesma moradia. Como podem as pobrezinhas sofrerem ameaças dentro da minha própria casa sem q eu saiba da situação????
Não sou eu nem meu marido q andamos por aí à caça de lagartixas só pelo prazer de as verem soltar os rabinhos. A gente simpatiza com as bichinhas, embora a idéia me pareça muito divertida!
Uma pesquisa rápida na web e fiz descobertas um tanto quanto desagradáveis, pra não dizer assustadoras. Seus principais predadores são aves, gambás, gatos, aranhas e cobras.
Descartemos as aves, os gatos e os gambás q não entram dentro de casa sem serem notados, espero eu. E então sobram as aranhas e as cobras! Nada contra aranhinhas pequenas q são até bem vindas por comerem mosquitos. Acontece q não se trata dessas e sim de predadoras de lagartixas... isto é: não são pequenas, não são médias.... são aranhas ENORMES. Quanto às cobras nem é preciso dizer nada, né..... nem grandes, nem médias, nem pequenas, nem pintadas de ouro.
A título de curiosidade, quando digo lagartixa me refiro àquelas branquinhas e pequenas q ficam dentro de casa no cantinho da parede lá em cima, perto do teto. De acordo com meu alunos, aqui elas são conhecidas como bribas; e lagartixa é o q chamamos de calango (aquele grandão acinzentado).... e calango é um verdinho q eu ainda não tive o prazer de conhecer.
Bom... oq interessa é q a essas alturas estou arrependidíssima de ter me aprofundado no assunto. Preferia q lagartixas sem rabo fossem simplesmente lagartixas sem rabo. Não sei de onde tirei essa mania de tentar encontrar explicações pra tudo.
Lição de hoje:
Lagartixas sem rabo é um daqueles tipos de problema q quanto mais rápido vc se livra, melhor!
Pergunta: Pq as lagartixas da minha casa não têm rabo?
Resposta: Ah, sei lá. Não têm e pronto!
Fim de papo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

These songs of freedom

Algumas coisas não mudam nunca... mesmo com toda a distância do mundo.
Aprendi que mesmo estando tão longe... se vc tem a mente livre, é possível voar pra qualquer lugar e quando existe afeto, então, elas se conectam umas as outras e a gente é capaz de sentir a presença da pessoa querida...
Tive algumas experiências assim desde q me mudei pra cá....
Tenho falado com meus pais, pelo skype, quase todos os dias e eles me dão um informe diário sobre toda a família, sobre os vizinhos e os acontecimentos da cidade, eu conto minhas últimas novas receitas e cada “novidadezinha” q acontece, por menor q seja. A gente bate papo como batíamos na mesa do almoço todos os dias até um tempo atrás.
Outro dia recebi um presente de aniversário que me deixou muito emocionada. Uma festinha surpresa com direito a bolo, velinha e tudo mais! Pena q a aniversariante não pode degustar do bolo-brigadeirão e ficou chupando dedo. Mas a emoção foi a mesma de estar presente até minhas bochechas ficaram coradas na hora do parabéns, como de costume.
Tive também uma reunião fogo-de-palha como as de antigamente: muita conversa, muita fofoca, muitos assuntos “forrozísticos” e , como nunca pode faltar uma confusão nas nossas reuniões, um corre-corre danado para salvar o olho da Érika de um bicho-tesourinha desgovernado q o vento trouxe da rua direto pro olho da menina.
E pra completar, ontem tive uma experiência incrível. Encontrei um amigo no msn, conversa vai, conversa vem, ele disse q estava tomando uma cerveja pq o calor em Udi " tá brabo”. Aí me deu aquela vontade.... fui na cozinha e peguei uma pra mim também. Liguei a câmera pra mostrar meu violão novo e vi q ele tava comendo umas bolinhas... perguntei oq era e ele me mostrou um saquinho de amendoim japonês, exatamente igual ao q o Marcelo largou aqui em cima da mesa do computador esses dias.
Aí pronto! A festinha tava armada... comendo amendoim, tomando cervejinha, jogando conversa fora... quando vi já tava tocando violão de cá, mil musiquinhas de cifras fáceis.... passamos por Oswaldo Montenegro, Nando Reis, Beatles até q, finalmente, chegamos em Bob Marley...
Nessa fase a coisa já tava mais pra lá do q pra cá... e eu, com toda aquela empolgação de quem está exibindo pro coleguinha seu brinquedinho novo, disse : - Ahhhh, vou tocar “Redemption Song” q é tão lindinha.... e um dia aprendo a fazer aquele solinho.
O menino saiu e mais q depressa voltou com sua super flauta: - Peraí, deixa q eu faço!
Nóooooooooooooooooo aí eu pirei mesmo!!!!!!
Ele fazia o solinho de lá, eu cantava e tocava violão de cá....e a música dizia: these songs of freedom e eu pensava: liberdade... mentes conectadas...
A gente se divertiu e riu bastante... como fazíamos antes da mudança e como ainda fazemos quando nos encontramos. E no final, como não poderia faltar num bom sarau regado a muita cerveja e amendoins japoneses ele se levantou e perguntou : - Onde fica o banheiro masculino????

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Como nós mulheres podemos ser imaginativas...


*Atenção! Essa história foi escrita utilizando nomes fictícios para resguardar a privacidade das pessoas envolvidas
Outro dia recebi um telefonema q minha bina acusou ser do Rafael
Atendi:- Alô! - e nada dele responder. - Alô! - e nada...
De repente escuto uma vozinha feminina bem baixinha.
Então pergunto: - Quem tá falando?
E a voz responde - Quem tá falando?
Pra garantir q eu não tava tendo alucinações e q realmente não tinha uma pessoa me remedando do outro lado perguntei:- Deseja falar com quem?
E a voz respondeu:- Deseja falar com quem?
Desliguei sem acreditar!
Gente, pelamordideus , né!!!! Afinal de contas ninguém com mais de 4 anos sai por aí remedando pessoas e, ou estava muito enganada ou a voz era de uma mulher adulta... err... não sei se adulta... mas pelo menos, mais de 4, com certeza, ela tinha.
O q leva uma pessoa em sã consciência a remedar outra???? Esse pensamento tomou meu dia e meu fim de semana.
Podia ser alguém passando um trote (muito besta por sinal)... mas do celular do Rafael??? Podia ser a filhinha dele q apertou qualquer coisa lá e caiu em mim.... mas como eu disse não parecia voz de criança. Podia ser a namorada dele, sei lá... viu alguma chamada pra mim e ficou enciumada... quis saber quem era... td bem... uma atitude normal.... perfeitamente aceitável... Mas então pq ela não falava comigo???? Preferia me remedar!!!!! Ahh não, remedar não! Remedar é o fim!
Não se passou nem 1 min e meu celular tocou de novo... resolvi não atender mais.... e ele deve ter tocado mais umas 10 vezes durante o dia. Intrigadíssima, chamei a Érika pra tomar um sorvete e contei o acontecido. Ela disse q devia ser sim a namorada dele... q ela devia ter pego o celular dele escondido pra vasculhar e, acabou me achando nas chamadas recentes. Achei q a Erika estava certa... era a única explicação.
Já de noite, meu celular tocou de novo e resolvi atender:
-Alô
-Alô
-Aaaaaaaaalô
-Aaaaaaaaaalô
E num é q a danada imitava minha entonação com perfeição!
Decidi q se ela ligasse novamente eu iria falar um trava-língua daqueles bem difíceis pra ver se ela era boa mesmo!
"Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será." hehehe
No outro dia, ainda estava encanada com aquilo e contei td pra Pri... no meio da conversa, o celular toca... e eu disse: – Aí Pri, ta vendo? É ela de novo! Atendi e para minha decepção (tava doida para falar o trava-língua) dessa vez era o Rafael...
Resolvi deixá-lo falar e não comentar nada sobre o acontecido. Ele disse q estava tentando me ligar desde o dia anterior, mas q não estava dando certo. Eu pensei: - bom, é lógico q não era ele... a voz era de mulher. Mas se ele quer q eu pense isso, td bem... eu posso fingir q acredito e belezinha... fica td como está.
Quando desliguei eu e a Pri nos olhamos como se pensássemos a mesma coisa ao mesmo tempo. E eu disse: - Será q ela obrigou ele a me ligar? Será q ela estava do lado dele ouvindo a nossa conversa pra confirmar q éramos só amigos?
A Pri respondeu: – Beta... CERTEZA!!!!!!!
Eu disse: - Eitaaaa
E ficamos caladas com os olhos bem arregalados...
Até q de repente me deu clic e eu finalmente saquei td!!!! Aff... minha vida não é tão emocionante assim...
Na noite anterior alguém tinha me ligado e eu não conseguia entender nada do q a pessoa falava pq a minha voz tava dando eco! Quando ela falava, eu escutava o q ela dizia misturado com a repetição do q eu dizia... e virava tudo uma bagunça.
Foi isso!!!!!!
Podem me chamar de paranóica, de maluca ou do q quiserem, mas a verdade é essa. Não tinha ninguém me remedando... nunca teve... era só o eco da minha própria voz!
Essa história nos rendeu boas risadas...
Td por somar muita criatividade + uma mania de perseguição + duas amigas maluquinhas + um celular q não presta + uma centena de comédias românticas assistidas ao longo da vida + alguns livros de enigmas e mistérios + uma pitadinha de “quero ter uma vida emocionante”.