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sábado, 17 de dezembro de 2011

Nem se despediu de mim

E então  uma ligação me acordou às 7 da matina, numa manhã em que eu poderia dormir até às 10hs!
Eu me enfureci, e xinguei, e praguejei horrores tal absurdo.
Me levantei bravona, assim como fico quando sou acordada e entrei no banheiro chutando a porta.
Eis que me deparo com um filhotinho de gambá que se afogava no meu vaso.
Nem me pergunte como ele foi parar lá. Na certa, já estava morando comigo há alguns dias e eu nem tinha notado.
Coloquei um cabo de vassoura lá dentro e disse: agarre firme!
Ele se agarrou, mas era escorregadio, e ele caiu. Mostrou os dentes e gritou.
Eu disse: EEEEEI, não briga comigo!
Então peguei um outro cabo, agora de madeira e deu tudo certo.
Aí, levei o Sr. Irritadinho pro quintal pra tomar um solzinho e se esquentar. Ele ficou meio tímido no começo, mas assim que deu uma esquentadinha começou a investigar todo o jardim.
Entrei rapidinho pra perguntar pro google como cuidar e alimentar um filhote de gambá.
Fiz comidinha e tudo. Quando cheguei, ele já tinha ido.
Só me fez apaixonar e depois sumiu...


Esse não é o Sr. Irritadinho, não tirei foto dele... ele era bem mais novinho.  O galã aí de cima é o Sr. minha-casa-é-um-ovo-de-páscoa... uma outra história que fica pra uma outra vez

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Das coisas que desconhecidos escrevem e eu acho que foi pra mim

acabei de ler isso em algum lugar e tive q roubar ....

"Nós humanos, antes de morrer, precisamos aprender a amar o próximo, perdoar e ser fiel, os cachorros já nascem sabendo, por isso eles não precisam viver tanto!"


saudade da minha Isi


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Time que está ganhando

Ao contrário de 2010, não fiz lista de coisas a se cumprir no decorrer desse ano, pelo simples fato de que isso nunca funcionou comigo. Até tinha algumas idéias e planos em mente, mas a tática dessa vez foi ficar bem caladinha e fingir de morta... talvez assim as coisas saíssem do papel.
E vejam só! Quem diria! Não é que estão saindo...
Acontece que não aguento ficar calada muito tempo... e cá estamos, no meio do mês de fevereiro e ainda não contei para o mundo minhas novas proezas que não param de coçar na minha língua, digo, nos meus dedos.
Vamos lá!

Novidade 1- Emprego novo. Fui chamada pra tomar posse do meu cargo de professora aqui do município de Natal, o que é ótimo, pois ando precisada de um dinheirinho extra; mas ao mesmo tempo é ruim, pois adeus soninho delícia da manhã que tanto adoro.

2- Ganhei uma cachorrinha nova. O nome dela é Isi, uma rot, de 7 meses, enorme, linda, dengosa, companheira do Ru-ru, comedora incansável de salsichas e destruidora de jardins altamente treinada para aniquilar enfeites presenteados pela D. Carminha, minha sogra.

3- Comprei uma máquina de costura sem saber costurar, e em 3 longos dias de fuça-fuça já fiz uma meia dúzia de roupinhas que me deixam muito orgulhosa de mim mesma, mas que, certamente, causarão faniquitos nos entendidos de costura mais sensíveis.

4- Aproveitando que estou numa fase de longas madeixas, que todo mundo adora, mas que me deixam com uma cara danada de crente, fiz 4 dreads q são puuuuuro sucesso e que provavelmente, causarão balançadinhas de cabeça, do tipo “essa-menina-é-um-caso-perdido”, no seio familiar.

5- Estou fazendo yoga. Confesso que eu tinha um pézinho atrás com o lance da meditação, que, diga-se de passagem, nunca foi algo encontrado no hall de coisas que atraem Roberta. Resolvi experimentar pela parte física mesmo, de alongamento, de força muscular, por aí. E não é que me surpreendi muito com a meditação! Estou amaaaaaando. Me sinto tão bem disposta que até tô cuidando melhor da casa, cozinhando mais e comendo salada. Acreditem se quiser!

Vou manter a tática em relação às coisas que ainda não realizei, afinal, não se mexe em time que está ganhando. Mas ao que tudo indica, logo logo teremos mais novidades.

Me aguardem! mwuahahuahsuasha (risadinha maléfica no final para gerar suspense)




Em breve fotos dos meus novos modelitos...=)


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A ciência a serviço dos maridos trapaceiros

    Resolvi dar uma faxina daquelas em casa. Há tempos tava adiando isso e nada melhor que um início de ano pra botar tudo em ordem.
    Meu marido tem uma mania de guardar tudo pra depois vender... mas nunca vende e os trambolhos dele só ficam entulhando minha casa.
    É negativo de foto, slide, banco de bicicleta quebrado, celular tijolão, vídeo cassete que não funciona, caixas de som que não funcionam, figurinhas de animais selvagens do chocolate surpresa, óculos de sol de mil novecentos e bolinha, caneca de time da época da faculdade.... uma tranqueira que não acaba mais.
    O engraçado é que uma vez por ano resolvo fazer uma limpeza dessas.... e já notei que sempre jogo as mesmas coisas fora... não sei oq acontece mas, miraculosamente, elas voltam pras gavetas... ou melhor, sei sim... pura trapaça!
    Eu vou jogando tudo no lixo e ele, de fininho, vai tirando tudo do lixo e acha que eu não tô vendo!
    - Neguin pq c tá resgatando esse celular do lixo?
    - Nãaaaaaaaaao! Num joga ele fora, não! Guarda aí q eu vou vender!
    -Vender???  Pra quem???  Tá doido??? Ninguém quer essa porcaria aí não! Não se usa mais celular sem chip!
    Ele  mais q depressa corre pra internet pra ver se acha algum ser interessado na raridade...
    Minutos depois...
    - Neguin, dá um jeito nessa pilha de papel que tem dois anos que vc disse que ia organizar e guardar no arquivo e ela tá aqui até hoje!
    - Ah tá! Deixa aí q vou arrumar...
    -Quando?
    -Daqui a pouco.
    - Agora! Vai! Pode ir q eu tô te olhando... (e fico olhando mesmo!)
    É sério! Eu não aguento! Dou chilique! E ele me chama de chata.... Eu acho graça pq sei q é verdade!  
    -Mas eu sou japonês e isso é herança genética! Vc não pode querer mudar até meu código genético, né?!
    - Hein???
    - Tá comprovado que os japoneses depois da segunda guerra mundial, quando o Japão foi devastado, precisavam guardar tudo pq não tinham nada e não sabiam do que poderiam precisar.
    - Pronto! Só faltava essa! Agora ele tem desculpa esfarrapada com embasamento histórico-científico...


    Ah. Olha só quem eu achei no meio da bagunça!
ouhnnnn... um filhotinho de iguana

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma brucutu


Ouvi um barulhinho atrás do fogão. Corri pra sala e me muni de inseticida e de coragem para, cuidadosamente, esticar o pescoço e descobrir quem fazia o barulho. Era uma barata. Não dessas normais... uma barata selvagem.
Houve um tempo em q eu podia dizer: “não mato baratas selvagens” e me orgulhava disso. Partia do princípio de q se elas não moram no esgoto, não correm rápido e daquela forma desesperadas q as baratas correm e não voam, é pq são gente boa e não merecem ser mortas.... e foi assim durante um longo tempo. Até o dia em q uma se aventurou a entrar voando pela minha janela e correr pelo chão da minha sala destruindo, por completo, minha crença na possibilidade de convivência pacífica com elas.
As baratas selvagens são assustadoramente grandes, mas um pouco menos feias q as normais.... vistas de barriga pra baixo, é claro. O fato, é q nesse fatídico dia assassinei minha primeira barata selvagem. Não sei se era rebeldia de barata, só sei q essa foi a primeira e única selvagem q voou e correu e, portanto, a primeira e única q matei. Hoje, estou de volta aos bons tempos de poder afirmar q não mato baratas selvagens. Trata-se de um princípio, tal como, não possuir passarinhos engaiolados, não cortar rabo de cachorro, não jogar lixo no chão ou não misturar molho branco com molho vermelho. Enfim, é como um acordo: se ela não me incomoda, eu não a incomodo tbm!
Acontece, q eu achei q poderia lavar a louça tranquilamente, enquanto a pobre descansava as perninhas ali perto do fogão.... mas logo ela veio em minha direção, dei um pulo pro outro lado da cozinha, ela se virou, mirou no pé e veio de novo... eu mais uma vez dei um pulinho pro outro lado e lá veio ela. Aí perdi a paciência, né, pq não tenho sangue de barata e gritei: AÍ NÃO MINHA FILHA! TÁ PEDINDO PRA MORRER! Ela me olhou e quase pude enxergar seus olhinhos... se virou e saiu pela porta, civilizadamente. Pensei: selvagem? Só se for no nome! Pois como são finas as baratas selvagens.... sem gritarias, sem escândalos, sem chororô, nada, nada... simplesmente juntou sua trouxinha e foi-se embora.
Fiquei achando q tenho um dom... tal como o da tia Fia, a matriarca da família. Reza a lenda q ela fez de tudo pra acabar com as formigas q invadiram sua cozinha, usou todos os tipos de veneno e de mandingas para espantar as desagradáveis visitantes e nada deu certo... até o dia em q ela puxou uma cadeira, se sentou, e teve uma conversa de mulher pra formiga explicando bem direitinho pq elas não eram bem vindas ali naquele lugar. As formigas compreenderam e nunca mais apareceram.
Digo isso, pq já andei observando q basta um bom berro enfurecido para q os passarinhos q moram no meu cajueiro se calem e me deixem dormir sossegada de manhã.         
Eu acho lindo acordar com o barulho dos passarinhos, tão bucólico... acontece q tem um bem-te-vi aqui, q comanda a festinha, q não tem o menor senso de “sua liberdade termina onde começa a do outro”, ele acha q pra cantar bonito tem q cantar gritado... julga q pode competir com as maritacas no quesito gogó de ouro.  Ele atiça todos os outros passarinhos e apronta uma verdadeira rave passarística na minha janela todos os dias de manhã .... e muitas vezes só se calam depois de acabarem completamente com minha paciência, me fazerem levantar, abrir a janela e gritar: OOOOOOLHA O EXAGEEERO!!!! No entanto, soam como palavras mágicas.... eles se calam e eu volto a dormir.
Claro q não é pq eu tenho um dom... ou acho q tenho... ou tenho muita vontade de ter, rs...  q não tenho muito q aprimorá-lo. Afinal, no frigir dos ovos quem é a selvagem? Não chego nem perto da elegância da tia Fia, nem da finesse das baratas selvagens, tão pouco da compreensão das formigas e menos ainda do bom humor do bem-te-vi. Resolvo tudo na base do berro! Tô bem mais pra uma brucutu do q para uma lady.  
Mas eu ainda chego lá!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

meu blog está às moscas...







arte do sueco Magnus Muhr

pois q sejam essas moscas! =)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

uma história de gambás e vizinhos

                                                                   foto de Paulo Bernarde





Fico pensando... tem pessoas q chegam aos 90 anos sem nunca terem tido q passar por certas situações.... e eu, na flor do meus 28, enfrento cada uma...

Ontem a noite, por exemplo, apareceu um gambá morto na minha garagem. Tenho certeza q muita gente nunca nem viu um gambá de perto... mas pra mim as coisas são um pouco mais complicadas, eu não só vi, como o danado resolveu falecer bem na minha garagem.

E era bonitinho, tão gordinho e fofo... dei uma olhada e rezei pra q estivesse só dormindo... um pouco estranho se largar assim no meio da garagem dos outros  para uma soneca.... mas nunca se sabe oq se passa na cabeça dos gambás.
 Logo lembrei q dentes de gambá são afiadíssimos... achei melhor esperar amanhecer pra ter certeza de q estava bem mortinho mesmo.

Hoje fui lá dar um jeito no bichinho e o Ruffus (meu dog),  com cara de culpado, só esticando o olho pro meu lado... aí entendi tudo e já fui logo esbravejando: - Seu safado, foi vc! Assim não dá! Eu não vou ficar de empregada sua,  não! Eu penso assim, se vc fez a arte, vc q limpe! Toma a vassoura! E estiquei a vassoura pra ele. Só não contava q meu vizinho da frente  estava lá assistindo ao meu monólogo. E quando notou q eu havia percebido sua presença ficou sem gracinha, me deu um bom dia e empirulitou-se pra dentro de casa.

A questão é:  tem sempre um vizinho vendo tudo! Ou quase tudo e imaginando o resto...oq pode ser bem pior.

Desde  q me entendo por gente isso sempre acontece comigo... até hoje fico a imaginar oq o Sr. Takimura pensa a meu respeito. Lá pelos meus 16, teve uma festa do cabelo doido, eu ajeitei um penteado maluco e saí de casa, melindrosamente, olhando pra todos os lados pra ter certeza de q ninguém ia me ver com aquele cabelo esquisito no meio da rua. Precisava chegar sã e salva de olhares curiosos na casa da  minha amiga q ficava a um quarteirão de distância da minha. Quando escutava um barulhinho de carro ou de gente, eu me escondia atrás dos postes. 
E foi numa dessas, quando eu estava bem escondida espiando se o caminho estava livre, q olho de lado e lá está o Sr. Takimura sentadinho numa cadeira observando todos os meus passos, as corridinhas e as escondidas atrás dos postes da rua, desde a saída de casa. E ele, da varanda, todo sem jeito: - ô minha filha, tô aqui tomando uma fresca.
E eu, de detrás do poste, mais sem jeito ainda: - tá quente demais, né Sr. Takimura! 
E nunca mais tocamos no assunto.

Mas enfim, depois de ligar para meu marido e ouvir seus conselhos, relutantemente, acabei por fazer o q ele sugeriu. Agora, fico só reprisando a cena: uma dona de casa com um saco de lixo preto, muito suspeito, sai bem cedinho de casa, pé-ante-pé, e desova o saco no mato olhando,  cuidadosamente, para os lados e certificando-se de q não há ninguém na rua. Porém....  tem sempre algum vizinho vendo tudo!

domingo, 27 de junho de 2010

Você já nadou com golfinhos?


Fiz essa pergunta só pq sabia q vc iria responder q não....e aí eu ia poder dizer: EU JÁAAAAA...   E FOI HOOOJEE!!!!!! 








E é tudo verdade e foi a coisa mais linda e mágica desse mundo!!!

O moço disse q ele apareceriam as 10:30hs. Pois bem, às 10:26hs eu estava lá, descendo as centenas de degraus q dá acesso a Praia do Madeiro. Deixei minha bolsa na espreguiçadeira e quase nem deu tempo de tirar o chinelo e já pulei na água.... nem sequer me lembrei q tenho frescurinha com a água fria.... e nadei... e nadei... e nadei... por mais de uma hora. E meu pai dizia: - Filha, vamos sair. E eu respondia: - Tá pai, espera só o golfinho aparecer. E meu pai insistia: - Filha, eles não vem hoje, devem estar assistindo o jogo, vamos sair! E eu: - Só depois q o golfinho aparecer, pai... E meu marido lá da areia, abanava a cerveja fazendo sinal de q tinha chegado e eu respondia : - Já vou.... assim q eu ver um golfinho!

E nem sinal de golfinho...

Então me convenci q, realmente, eles não iriam aparecer e saí da água. Depois de muito conjecturar com meu marido...
– Vc já viu?
- Eu não e vc?
- Eu tbm não....
- Então é pq  não existe!

Chegamos a conclusão q os golfinhos, de fato, não existiam.... tudo não passava de lenda! Tubarão sim... pq já vimos e até passamos a mão num tubarão-lixa, nessa semana numa visita ao aquário da cidade....  mas golfinho???? q nada... pura lenda.





Desisti, peguei meu livrinho pra ler e tomar um sol, eis q surge o moço do picolé... um danado q me cobrou 7 reais por um tablito.... mas q tbm me mostrou onde estavam os golfinhos e só isso já valeu os 7 reais... agora sim eu conseguia ver... e eles estavam ali o tempo todo... nadando daquele jeitinho macio q só os golfinhos sabem nadar. Então mirei num parzinho e corri pra água... gelada? Nunca ouvi falar nessa palavra.  Nadei de braçada e quando parei, olhei pro lado e.... tchanan...  lá estavam eles, bem  pertinho de mim! ainnnnnnnnnnnnnnnnn não acreditei... não acredito até agora.... golfinho gente! Gol-fi-nho! Tem noção????  eu sou mineira e mar sempre foi raridade pra mim...  só de estar morando no litoral e vendo esse marzão azul todo dia já não me parece vida real.... golfinho então??? nem em sonho!

Aí me lembrei q quando era criança tinha o sonho de nadar com golfinhos... depois q cresci me esqueci desse sonho, provavelmente troquei pro outros mais “respeitáveis” e tbm menos legais (é o q o “crescer” faz com a gente... nos proíbe de sonhar com golfinhos pra sempre e nos impõe sonhos chatinhos e respeitáveis como ter sucesso na carreira e sei lá mais oq)... mas agora eles estavam ali bem pertinho.... e fiquei na água mais umas 2 horas.... esperando q pudesse passar a mão em um deles.... mas aí tbm já era pedir demais, né.... quem sabe na próxima! Eram dois ... eram grandes... eram lindos... pegavam jacaré... furavam as ondas e espantavam os peixinhos por onde passavam!

E minha mãe disse: - Inacreditável vc esse tempo todo na água.... tava esperando q pudesse pegar carona com um deles???

rsrs...
Ela me conhece...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Duane... pra lembrar....

lembra de quando a gente se conheceu e depois de 2 dias vc já deitou no meu colo e ainda me passou um carrapato?
lembra de quando te pegávamos emprestado do Lion pra passear na praça da biblioteca e eu te fazia de tapete?
lembra de quando a gente jogava a bolinha e vc pulava q nem um jogador-de-futebol-americano-doido no portão?
lembra quando te levamos pra morar com a gente o tanto q Ru-ru implicou com vc? e nunca mais parou, né...rs
lembra q quando eu ia dar banho em vcs o Ru-ru fugia e vc já se animava logo a entrar debaixo d'água?
lembra de quantos banhos vc já me deu?
lembra quando deixava vcs entrarem, colocava um colchão no chão e dormíamos nós três?
lembra da vez q te colocamos de castigo, fechamos a grade e vc, miraculosamente, conseguiu passar pro outro lado?
lembra da nossa super viagem e do tanto q vc babou no ombro do seu pai?
lembra quando vc e o ru-ru se embaraçaram nas cordas em q estavam amarrados e ficaram parecendo um cachorro mutante de 2 cabeças?
lembra q colocamos vcs pra dormirem dentro do quarto do hotel com a gente e vc fez tudo menos dormir?
lembra de como vc tinha um jeitinho todo seu de deitar parecendo um frango assado?
lembra de como vc gostava de dormir com uma perna pra cima esticada na parede parecendo um cachorro atropelado?
lembra da vez q levamos vcs na pracinha a noite e na volta tivemos q parar 3 vezes pra descansar?
lembra q toda vez q eu abria o portão pra entrar em casa, impreterivelmente, vc lambia minha mão enquanto o ru-ru se coçava na frente do carro, mesmo q isso acontecesse 15 vezes no dia?
lembra q toda vez q a gente mexia numa sacola plástica vc colocava o cabeção pra dentro da cozinha pra curiar oq tinha na sacola?
nem te levei pra ver o mar....
a mamãe tá sentido muito sua falta....
meu menino...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"na noite passada eu sonhei com vc..."




Tô me lembrando agora q não dormi bem noite passada, vi uma barata no banheiro. Encontrar baratas antes de deitar não colabora em nada pra uma noite bem dormida...  corri pra buscar um veneno e quando voltei ela tinha sumido.... quando isso acontece eu sempre tenho a nítida impressão q a danada se enfiou é debaixo das minhas cobertas... claro q sim! Pq ela se sujeitaria  dormir debaixo da cama se pode dormir no macio, escondidinha e aconchegada nos meus lençóis?
Fiz uma busca incansável pelo quarto, peguei uma lanterna pra ver os cantinhos mais escuros, tirei todos os lençóis, sacudi bem, olhei dentro de cada sapato espalhado pelo chão do quarto, mas nada de encontrá-la.
Deitei, fechei os olhos e fiquei imaginando a danada dançando e cantando aquela música do Paralamas: “na noite passada vc veio me ver ... na noite passada eu sonhei com vc...”.

As  baratas cantam e dançam essa música pra mim desde o dia em q  a Clara sonhou isso, há uns 15 anos atrás e me contou. Aff! todas às vezes q vejo uma barata antes de dormir essa cena se repete na minha cabeça.

Daí ... vim postar a gracinha no blog e procurar uma “fotinha” de uma barata cantora e acabei encontrando esse método revolucionário e muito prático de como matar baratas!
Rachei o bico...
Primeiro vamos precisar de:
1) um pouco de sal;
2) uma tampa de garrafa;
3) um pouco de cachaça;
4) um palito;
5) uma pedrinha.
O esquema é montado da seguinte maneira:
1) coloque o sal no caminho das baratas;
2) ponha a tampa de garrafa ao lado do sal:
3) encha a tampa de garrafa com cachaça;
4) ponha o palito próximo à tampa de garrafa e perpendicular à direção axial da tampa;
5) ponha a pedrinha atrás do palito.
O processo é simples.
A barata vai ver o sal e comerá pensando que é açúcar.
Vai sentir sede e então vai tomar a cachaça pensando que é água.
Vai ficar bêbada e tropeçará no palito
E, por fim, baterá a cabeça na pedra e morrerá de traumatismo craniano.

Ô tadinha!!!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

As lagartixas da minha casa não têm rabo





Há dias esse pensamento assombra minhas idéias...
Aí um amigo riu e disse:- Vc tá vendo a mesma lagartixa sempre, sua bobinha!
- Ora, e então eu não conheço as lagartixas q moram comigo?
Desde q me entendo por gente sei q elas soltam o rabinho quando se sentem ameaçadas.
A pergunta é: quem anda ameaçando as minhas lagartixas?
Se fossem umas quaisquer, não me interessaria tanto pelo assunto. O fato é q dividimos a mesma moradia. Como podem as pobrezinhas sofrerem ameaças dentro da minha própria casa sem q eu saiba da situação????
Não sou eu nem meu marido q andamos por aí à caça de lagartixas só pelo prazer de as verem soltar os rabinhos. A gente simpatiza com as bichinhas, embora a idéia me pareça muito divertida!
Uma pesquisa rápida na web e fiz descobertas um tanto quanto desagradáveis, pra não dizer assustadoras. Seus principais predadores são aves, gambás, gatos, aranhas e cobras.
Descartemos as aves, os gatos e os gambás q não entram dentro de casa sem serem notados, espero eu. E então sobram as aranhas e as cobras! Nada contra aranhinhas pequenas q são até bem vindas por comerem mosquitos. Acontece q não se trata dessas e sim de predadoras de lagartixas... isto é: não são pequenas, não são médias.... são aranhas ENORMES. Quanto às cobras nem é preciso dizer nada, né..... nem grandes, nem médias, nem pequenas, nem pintadas de ouro.
A título de curiosidade, quando digo lagartixa me refiro àquelas branquinhas e pequenas q ficam dentro de casa no cantinho da parede lá em cima, perto do teto. De acordo com meu alunos, aqui elas são conhecidas como bribas; e lagartixa é o q chamamos de calango (aquele grandão acinzentado).... e calango é um verdinho q eu ainda não tive o prazer de conhecer.
Bom... oq interessa é q a essas alturas estou arrependidíssima de ter me aprofundado no assunto. Preferia q lagartixas sem rabo fossem simplesmente lagartixas sem rabo. Não sei de onde tirei essa mania de tentar encontrar explicações pra tudo.
Lição de hoje:
Lagartixas sem rabo é um daqueles tipos de problema q quanto mais rápido vc se livra, melhor!
Pergunta: Pq as lagartixas da minha casa não têm rabo?
Resposta: Ah, sei lá. Não têm e pronto!
Fim de papo!

quarta-feira, 3 de março de 2010

De Minas ao RN

Há um ano atrás, exatamente a essa hora, estávamos na estrada a caminho de Natal. Saímos de Uberlândia no dia 1º de março e chegamos aqui no dia 4 .....depois de muita gasolina, muita poeira, muita baba de cachorro, muitos salgados de posto, muito calor e principalmente muito sol na moleira...

Viagem longa.... mas muito divertida.






Viemos eu, Marcelo, Ruffus e Duane e mais algumas malas de roupa, uma barraca de camping, dois sacos de dormir e um tanto de ração. Apertadinhos na nossa parati azul atravessamos cerca de 6 estados (Minas, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba até chegar no RN) ao som das melhores de Jackson do Pandeiro. Passamos por lugares históricos... e por q não dizer por lugares musicais.

Por cada cidadezinha q passávamos eu ficava feliz por lembrar uma música de Luiz Gonzaga e pensava: "A- há., tô no caminho certo!!!!!" Era a minha estrada de pedras amarelas! Cada placa na estrada me remetia a músicas q ouço desde a infância: Riacho do Navio, Rio Pajeú , Rio São Francisco, Propriá , Juazeiro, Petrolina, Sobradinho, Arapiraca, Campina Grande, Caruaru ....
Mas foi a Bahia q transformou por completo minha concepção de distância. A Bahia q sempre me pareceu tão longe e de repente.... o longe virou perto. Quando chegamos lá a viagem só estava começando.



Em Feira de Santana nosso carro estragou, mas por sorte, em frente a uma oficina mecânica. Difícil foi o coitado do mecânico ter coragem de entrar no carro quando mirou a lanterna e viu os olhinhos dos meninos brilhando lá atrás.
Em Alagoinhas colocamos os cachorros pra dormir dentro do quarto imundo com a gente e então descobrimos oq Duane não faz nas madrugadas.... ele não dorme e não deixa ninguém dormir.
Em Sergipe, graças às necessidades fisiológicas dos cachorros, conhecemos o supermercado de uma cidadezinha chamada Umbaúba, onde tivemos q comprar muito desinfetante e panos de chão.


Em Pernambuco, viajamos por horas e horas, na noite chuvosa, numa estrada totalmente esburacada por causa da duplicação da rodovia até chegarmos em Recife, onde nos perdermos. Lá tivemos q perguntar ao frentista do posto onde ficava o motel mais próximo e ouvir sua explicação sobre o caminho para chegar num “motel de família” (palavras dele!).
Chegando na Paraíba ficamos assustados ao sermos perseguidos por um carro q nos fechou e nos obrigou a parar, q nem a polícia faz nos filmes de ação. Era um funcionário da receita estadual q por algum motivo desconfiou da nossa bagagem e decerto da nossa cara de meliante.

Aprendemos muitas coisas, conhecemos muitos lugares.... Eu, entre tantas coisas, aprendi muito sobre meus cães.... Descobri q eles não fazem xixi em qualquer lugar, não. Portanto, não basta parar o carro na beira da estrada de 3 em 3 horas e pensar q 5 minutos ali vai resolver o problema, pq não vai..... a coisa tem q ser muito bem estudada e avaliada pelos dois e só depois de andarem muito, cheirarem muito e avistarem um montinho de areia lá no meio do matagal....é q eles se sentem à vontade.





Aprendi como somos tão diferentes e tão parecidos, o Ruffus puxou a mãe e o Duane puxou o pai. O Ruffus não quer papo, entra no carro e já tomba dormindo enquanto o Duane fica acordado a viagem toda querendo puxar assunto.


Aprendi q meus cachorros compõem muito bem com as cores da Jaimaca.




Mas não fui só eu quem fiz grandes descobertas, não. Os cachorros passaram por situações q cachorros mineiros jamais teriam imaginado. Como, por exemplo, uma danada de uma cabra q resolveu se aproximar.... e foi chegando perto... e foi chegando perto.... os dois só de olho e decerto pensando: “esses cachorros aqui do nordeste são muito esquisitos”, quando ela já estava a uma distância preocupante e eu já estava mais q apavorada com medo de não conseguir seguras os dois, ela disse: "béhhhhhhhhhhhhhhh" e foi-se embora. “Como assim béhhhh???????” penso eu q eles pensaram, mas nada responderam.



Paisagens incríveis, tons de verde inexplicáveis, pedras gigantescas, pores do sol inacreditáveis, feirinhas de artesanato aos montes, rios e mais rios de água calma q refrescavam só de olhar...







De sol a sol, de buriti à xique-xique, do interior ao litoral, de pão de queijo à tapioca com ginga, de Minas Gerais ao Rio Grande do Norte...



4 dias de muita aventura q ficarão pra sempre guardados nas nossas memórias.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Peixinhos coloridos





foto: Roberta Sobreira


Estava olhando umas fotos agora e encontrei a de um peixinho azul q tiramos aqui em Natal, logo quando nos mudamos.... acabei me lembrando q essa noite sonhei com um monte de peixinhos coloridos.
Eles estavam num aquário, mas aí eu aprontei alguma lá, q não lembro, e o aquário se espatifou no chão... peixinhos de todas a cores espalhados pelo chão... eu fiquei doida catando peixinho por peixinho e colocando dentro de um balde marrom, e eles escapuliam da minhas mãos.
Sonho legal, né!
Fui rapidinho procurar o significado de "sonhar com peixes coloridos caídos no chão”, ou “catar peixes coloridos do chão”, ou então “trapalhada com peixes coloridos”, ou ainda “peixes coloridos q escapolem das mãos”... alguma coisa nesse sentido...
Não achei.
Achei só peixes.
Ah neimmm... Só peixes é muito chato.
A parte legal é q eram coloridos... q caíram no chão... q fiquei tentado salvá-los, q eram escorregadios....
Aff, até perdi o interesse.
Mesmo assim resolvi dar uma espiada...
As opções eram das mais sem graça possíveis, mas quase todas tinham um pouco a ver com meu sonho: peixes na água limpa, peixes na água turva, peixes bem vivos, pegar peixes, peixes mortos, peixes fora d’água, comer peixes, comprar peixes, pescar peixes.
Dessas opções só pude excluir comer, comprar e pescar, as outras todas estavam presentes no sonho.
Vejam só, a água do aquário tava limpinha, já a do balde já não posso garantir... ainda mais pq o balde era marrom... cor de q? água suja. Bem vivos os peixes estavam, pelo menos, na primeira parte do sonho, mas nada garante q alguns pobrezinhos não tenha morrido enquanto estavam fora d’água esperando q eu os pegasse, e colocasse no balde.
Na verdade, pensando bem, não deveria excluir nem o pescar e nem o comprar... pq se os peixes estavam num aquário, provavelmente, alguém tinha pescado e outro alguém tinha comprado ... a não ser q tenha sido q nem a história do Nemo q foi parar no aquário do cara q o pescou... ou q o coitadinho já tenha nascido num aquário.... é.... não sei.... enfim... mas comer é certo de q eu não os comi... eram peixinhos coloridos... não eram peixinhos de comer.
Então vamos ao significados.
peixes na água limpa: sinal de fortuna, bem-estar, felicidade e alegrias
peixes na água turva: mau agouro.
peixes bem vivos: pressagia êxito em todos os projetos.
pegar peixes: significa herança.
peixes mortos: é inútil perseverar em suas intenções porque está destinado a cruel decepção
peixes fora d’água: num lugar diferente, simbolizam a queda de vitalidade de um indivíduo que não se encontra em seu elemento.
Pescar peixes: significa triunfo sobre a adversidade ou sobre inimigos.
Comprar peixes: indica casamento
E a título de curiosidade, comê-los: significa descoberta importante
Agora apliquemos as descobertas ao sonho na ordem cronológica dos fatos:
Vou ter êxito nos meus novos projetos (tomara q seja na escola q começo a trabalhar nessa semana - peixes vivos), triunfar sobre as adversidades e sobre meus inimigos (ixiiii... eu nem tinha inimigo, mas pelo menos já sei q vou ganhar deles – pescar peixes). Vou ser convidada para um casamento (já q já sou casada – comprar peixes), minha vida vai se encher de alegrias, fortunas, bem estar e felicidade (tirando a fortuna o resto já é assim - água limpa). Então, vou pra um lugar diferente, mudar de ambiente e me sentir uma “peixa” fora d’água (será Patos??? - peixes fora d’água). Vou receber uma herança (duvido – pegar peixes) e muita gente vai ficar de olho gordo (água turva) na minha vida feliz e rica no sertão da Paraíba e isso me deixará muito decepcionada (peixes mortos).
Será??!?!?!?!?!?
Da parte da herança eu bem q gostei! hehehe

O Marcelo disse: - tira essa última frase, credo. Parece q vc quer q alguém morra!
Não é isso gente...nem pensei q herança pressupõe morte só queria ficar rica, mesmo!