Mostrando postagens com marcador Fátima Mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fátima Mãe. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Passar a noite com quem se ama

Essa noite tive um sonho tão bom
um sonho meio doidinho e às avessas...
mas acordei feliz por ter passado a noite rodeada das pessoas que eu amo.

Era lá na varanda da casa do Hugão e do Brunin.... um forrozinho familiar. Eu pegava a sanfona do meu pai e começava a tocar "A Morte do Vaqueiro". O Dani chegava depressa com o copinho de cerveja na mão e dizia:
 - Opa, deixa q eu canto! Essa eu sei!
E começava a cantoria.
No sonho, a sanfona tinha um peso fora do normal e eu mal conseguia segurá-la... acho q era o peso q tinha na minha infância, quando eu bancava a fortona e me oferecia para carregá-la até o carro.
Quando acabamos a Leninha me chamou lá cozinha, onde cuidava da galinhada, e disse:
- É Betinha, você tá tocando até bem, mas a Isabela tá cantando muito melhor q você...

E de repente estávamos no Center Shopping: meu pai, eu e a Mel. Meu pai pagou a conta do restaurante, eu devolvi a carteirinha da Mel  e ela foi-se embora. Quando dei por mim, já chegava em ponta negra, na minha motinha verde, e.... putz! Esqueci meu pai no shopping! Tadinhooooo.... voltei furando todos os sinais. Quando cheguei lá, ele tava sentadinho numa mureta, no estacionamento, rabiscando um papelzinho q cabia inteiro na palma da sua mão. Tava com uma carinha de abandonado, o coitadinho... e tinha outros pais esquecidos lá, também.

Coisa triste é ver pais esquecidos...

Acordei com uma dorzinha no coração... uma saudade de todo mundo... e cantei essa música o dia todo.



Agradecimentos:

ao meu pai, com promessa de nunca mais esquecê-lo no shopping, sozinho... ao Dani, por cantar tão  direitinho e com tão boa vontade essa música q eu gosto tanto... ao Hugo e ao Bruno por emprestarem a varanda pro forró e tocarem, respectivamente, zabumba e triângulo.... à Leninha pela delícia de galinhada... à Isa pela aparição surpresa...  à Mel por me acompanhar até o shopping de Uberlândia e me emprestar sua carteirinha sei lá pra q... à minha mãe, à Érika, ao Neri e à Gil pela figuração... e à Luiz Gonzaga pela bela trilha sonora.




domingo, 1 de maio de 2011

Essa sou eu, amanhã (tomara!)

Hoje é aniversário da minha mãe.


Este post é pra dizer o quanto a amo... o quanto a admiro por sua inteligência, capacidade, força, empenho, coragem, sensibilidade e ternura ... o quanto ela é importante pra mim.
Agradecer por tudo o que me deu e tem me dado e por tudo o que fez e tem feito por mim...  por seus ensinamentos, conselhos, pelo seu colo, pelo carinho, pela  preocupação e pelas broncas.
Quero dizer que minha mãe é especial ... uma das pessoas  mais lindas que eu já conheci....e que muito do que sou, hoje, devo a ela.
Fico muito feliz ao perceber que a cada dia que passa nos parecemos mais.
Me espelho em você, mãe...  e quero ser exatamente assim quando eu crescer!


Te amo, demais!


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Para o melhor pai do mundo


Hoje quero escrever sobre meu pai.
Amanhã é aniversário dele.
Uma das boas lembranças do meu tempo de criança éramos nós 4 deitados nos estilo mandruvás, como costumávamos nos deitar, uns com a cabeça na barriga dos outros e uma mistura de pernas que ficava, completamente, indistinguível saber qual era de quem. Isso acontecia quando íamos à praia, provavelmente na Bahia, que era pra onde íamos todos os anos, e vamos até hoje. Íamos de carro com caminhas estrategicamente montadas no assoalho do banco de trás, que permitiam a mim e ao Dani viajar dormindo confortavelmente.
Naquela época não se precisava usar cintos de segurança, cadeiras especiais para crianças pequenas, nada disso... acho que ainda não haviam inventando o acidente de automóvel. A vida era muito tranquila e boa e viajávamos de Uberlândia a Porto Seguro ao som de Luiz Gonzaga, Elba Ramalho e mais umas 2 ou 3 fitas cassetes guerreiras que nos acompanharam por anos a fio e que, com certeza, escolaram a mim e ao meu irmão na paixão pelo forró pé-de-serra. Minha mãe também levava algumas fitas do gosto dela, muito boas, por sinal, Gilberto Gil, Chico Buarque, Gal Costa.... mas a proporção com que eram ouvidas, nos dois dias de viagem, era de 1 vez a cada 10 repetições da Elba.
Enfim, deitávamos como mandruvás e pedíamos pra que meu pai nos contasse as histórias do seu tempo de menino, quando ainda morava em Petrolândia- PE  e minha mãe dizia: De novo????
 Ele contava as mesmas histórias que iam de molecagens que tinham a ver com um pedaço de pau que ele e os colegas passavam no cocô, a inundação da cidade, pelo rio São Francisco, até histórias de lampião protagonizadas por um tio dele, soldado, não sei bem, mas que ele chamava de “caçador de lampião”. Nós já conhecíamos essas histórias de cabo-a-rabo e já sabíamos cada detalhe antes mesmo dele falar, ainda assim adorávamos, e minha mãe ria e olhava pra ele com cara de “ah-meu-bem-para-de-inventar”. A gente nem ligava. Meu pai não mentia. Ficávamos horas com os olhos arregalados e os ouvidos atentos a cada palavra.
Hoje, depois de adulta percebo porque ele conseguia com que a gente prestasse tanta atenção às suas histórias. É um jeito dele de contar as coisas, assim, nos mínimos detalhes. O que ele pode resolver em uma frase do tipo: Preciso ir à casa de Licinha consertar a máquina de costura dela. Ele prefere dizer assim: Esses dias fui na casa da sua avó porque precisava levar uns remédios pra ela e o Totó (o cachorro que miava, de acordo com minha tia Gracinha, vê-se que a imaginação fértil é de família) tava lá e quando Licinha chegou,  Gracinha teve que prender o Totó porque ele tá maior que ela! Licinha disse que ele se parece demais com o cachorro dela só que o dela é menor e mais bravo e que outro dia rosnou para tia Djanira  que tinha ido lá fazer uma visita. Ela tomou um susto e bateu a mão, sem querer, na máquina de costura de Licinha e quebrou uma peça lá... Aí vou aproveitar que tenho que ir na oficina pagar o  Lourival... acredita que ele me cobrou uma fortuna por aquele conserto????? E já passo em Licinha pra consertar a máquina dela...
Isso é outra característica marcante do meu pai. Ele conserta tudo. Qualquer coisa que estiver quebrada, com mau contato nos fios, chiando, emperrada, cambeta, desafinada, desajustada, meu pai conserta. Aqui em casa, aguardamos ansiosamente o dia em que ele virá para consertar os trancos das portas, as lâmpadas que não querem acender, as torneiras que não param de pingar, a geladeira que tá derramando água... enfim... meu pai dá um jeito em tudo num piscar de olhos.
Outra boa lembrança eram as festas que não acabavam mais. De acordo com minha mãe herdei do meu pai o talento para boemia. Lembro-me dele sempre colocando a sanfona no porta-malas do carro. E minha mãe respirava fundo porque já sabia que a noite ia ser longa e que muito provavelmente nós seríamos os últimos a irmos embora da festa. E aí, chegava a minha hora preferida, a hora em que meu padrinho falava: Cunhadão, agora canta as músicas da sua terra! Ninguém sabia cantar, mas todo mundo adorava ouvir e ele me chamava e eu sentava do lado dele pra ajudar cantar as músicas de sempre: “O último pau de arara”, “Moxotó”, “Abc do sertão”, “Propriá” .... Ainda faço isso e adoro.
Eu sei que esse texto já tá enorme e tá com cara de que não vai acabar nunca... mas é aniversário do meu pai e eu não posso escrever sobre ele sem falar do quanto ele amado por todo mundo que o conhece.... meu pai é daquelas pessoas que não tem como vc não gostar. Nos seus aniversários ele não convida ninguém, não precisa. Minha mãe já manda logo fazer uma panelada gigante de galinhada, feijoada, ou alguma coisa assim, porque sabe que menos de 60 pessoas não aparecem por lá... é gente que não acaba mais... um entra e sai o dia inteiro e, um pico de concentração com recorde de mais pessoas por metro quadrado, na hora do jantar. 30 camisas é a média que ele ganha por aniversário. E não é só gente que gosta do meu pai não hein, tem bicho também.  Ele cuida do Junin (um salsicha carinhosamente apelidado, por mim, de Chatin) com o maior amor do mundo, assim como cuidou do Kim e como cuida das tartarugas que esticam o pescoço pra ele coçar e arranham suas pernas pra que ele as pegue no colo que nem cachorro faz ( eu não acreditava até ver com meus próprios olhos). Passei a minha vida toda vendo meu pai dedicar horas e muita paciência para cuidar de passarinhos adoentados em caixas de sapatos, preparar água doce para beija-flores, salvar mosquitos de afogamento em copos, retirar carinhosamente besouros de dentro de casa, conversar com maritacas e fazer amizade com qualquer bicho que se aproximasse.
Amanhã é o dia dele... que seja um dia especial porque meu pai é uma pessoa especial. Com certeza, uns dos filhos prediletos do Papai-do-céu e que merece toda felicidade e todo amor do mundo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É o creme, Jorge!

Hoje, remexendo em velhas memórias, me lembrei de um costume antigo e há muito esquecido por mim. Inventar doença para faltar à escola. Depois de dezenas de tentativas frustradas, descobri q a melhor maneira era ir à escola e inventar um mal-estar repentino por lá mesmo. Muito mais fácil enganar professoras, diretoras, freiras e porteiros do q enganar mães (especialmente a minha).
 Descolava uma respiração ofegante, uma cara sofrida e me reencostava na parede. Imediatamente era avistada pela professora e levada às pressas à sala da tia Sidônia q me colocava sentada numa daquelas cadeiras com fios de silicone e me arrumava uma colherinha com sal. Eu não fazia idéia pra q servia, mas achava muito interessante e de alguma forma sentia q aquilo era vida q eu tinha pedido a Deus.
 Talvez por isso, ainda hj, tenho uma fixação enorme por essas cadeiras.  Logo q me casei quis q as cadeiras da minha casa fossem uma espécie de releitura daquelas, mas acabei descobrindo q fica muito mais em conta comprar dois bancos enormes q sempre cabem mais um do q 4 cadeiras personalizadas q deixam o resto da família de pé.  Quanto ao sal, somado a cadeira, vai muito bem com uma cervejinha gelada.
Enfim, o fato é q de caso pensado e friamente calculado, eu fazia a pobre da minha mãe se despencar lá do centro da cidade e sair do trabalho no meio do expediente na junta comercial pra me pegar na escola, já completamente esquecida  do teatro de moribunda, com um sorrisinho maroto e a cara mais lavada desse mundo.
É claro q ela já entendia td quando dobrava a esquina e eu me levantava bem depressinha do chão, ansiosa pra entrar no carro e finalmente chegar em casa pra assistir a sessão da tarde na tv. É claro tbm, q ela não deixava barato e a bronca durava o tamanho da viagem da escola pra casa.... ainda bem q não morávamos muito longe.
Por isso rolava certa ansiedade na hora de saber quem ia poder se ausentar do trabalho pra me buscar na escola. Eu ficava na torcida pra q não fosse minha mãe... pq eu sabia q ela ia sacar tudo na primeira olhadela q me desse. Se fosse meu pai tava tranquilo, mas melhor mesmo era que fosse o Jorge. O Jorge era um amigo do meu pai, q quebrava o galho de vez em quando, levando e buscando a mim e ao meu irmão na escola, na natação, ou onde quer q fosse... o cara era gente boa demais. Eu desconfiava q era pq ele morava em Monte Alegre e uma cidade com um nome desses devia ser mesmo habitada só por pessoas legais. Mas a melhor parte não era isso. A melhor parte é q ele ia de caminhão.... nóooooooooooooooo era doido demais.... como eu amava andar de caminhão.
Não sei por anda o Jorge, nunca mais tive notícias dele, me lembro de poucas coisas, mas com muito carinho. Só sei q ele era de  Monte Alegre, trabalhava na retífica com meu pai, dirigia um caminhão, tinha um filho gordinho com quem ele dizia q eu ia me casar, uma barba sempre por fazer, a carinha boa, a risada fácil, e quando chegava de manhã lá em casa, pra nos levar à natação, sempre comentava do cheiro bom da nossa touca e eu dizia: não é da touca, é o creme q a minha mãe passa no nosso cabelo! E ele perguntava: onde compra uma touca cheirosa assim? 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ôoo praga!!!!

Minha mãe veio me perguntar a intenção de eu ter colocado uma tiririca (erva daninha) no blog. Ela julgava q havia um propósito, uma mensagem subliminar, algo dito nas entrelinhas... (as mães sempre acham q somos mais inteligentes do q realmente somos.)
E eu q, na minha humilde ignorância, nem sabia q esse matinho tinha esse nome?  
Até agora o único tiririca q conhecia é aquele q canta “ Florentina, Florentina, Florentina de Jesus....”


será q não é bambu??? bambu até que é legal... bambu é zen!

aff... não deve ser...

eu bem q tento ser cult...
mas a cafonice me persegue!


domingo, 27 de junho de 2010

Você já nadou com golfinhos?


Fiz essa pergunta só pq sabia q vc iria responder q não....e aí eu ia poder dizer: EU JÁAAAAA...   E FOI HOOOJEE!!!!!! 








E é tudo verdade e foi a coisa mais linda e mágica desse mundo!!!

O moço disse q ele apareceriam as 10:30hs. Pois bem, às 10:26hs eu estava lá, descendo as centenas de degraus q dá acesso a Praia do Madeiro. Deixei minha bolsa na espreguiçadeira e quase nem deu tempo de tirar o chinelo e já pulei na água.... nem sequer me lembrei q tenho frescurinha com a água fria.... e nadei... e nadei... e nadei... por mais de uma hora. E meu pai dizia: - Filha, vamos sair. E eu respondia: - Tá pai, espera só o golfinho aparecer. E meu pai insistia: - Filha, eles não vem hoje, devem estar assistindo o jogo, vamos sair! E eu: - Só depois q o golfinho aparecer, pai... E meu marido lá da areia, abanava a cerveja fazendo sinal de q tinha chegado e eu respondia : - Já vou.... assim q eu ver um golfinho!

E nem sinal de golfinho...

Então me convenci q, realmente, eles não iriam aparecer e saí da água. Depois de muito conjecturar com meu marido...
– Vc já viu?
- Eu não e vc?
- Eu tbm não....
- Então é pq  não existe!

Chegamos a conclusão q os golfinhos, de fato, não existiam.... tudo não passava de lenda! Tubarão sim... pq já vimos e até passamos a mão num tubarão-lixa, nessa semana numa visita ao aquário da cidade....  mas golfinho???? q nada... pura lenda.





Desisti, peguei meu livrinho pra ler e tomar um sol, eis q surge o moço do picolé... um danado q me cobrou 7 reais por um tablito.... mas q tbm me mostrou onde estavam os golfinhos e só isso já valeu os 7 reais... agora sim eu conseguia ver... e eles estavam ali o tempo todo... nadando daquele jeitinho macio q só os golfinhos sabem nadar. Então mirei num parzinho e corri pra água... gelada? Nunca ouvi falar nessa palavra.  Nadei de braçada e quando parei, olhei pro lado e.... tchanan...  lá estavam eles, bem  pertinho de mim! ainnnnnnnnnnnnnnnnn não acreditei... não acredito até agora.... golfinho gente! Gol-fi-nho! Tem noção????  eu sou mineira e mar sempre foi raridade pra mim...  só de estar morando no litoral e vendo esse marzão azul todo dia já não me parece vida real.... golfinho então??? nem em sonho!

Aí me lembrei q quando era criança tinha o sonho de nadar com golfinhos... depois q cresci me esqueci desse sonho, provavelmente troquei pro outros mais “respeitáveis” e tbm menos legais (é o q o “crescer” faz com a gente... nos proíbe de sonhar com golfinhos pra sempre e nos impõe sonhos chatinhos e respeitáveis como ter sucesso na carreira e sei lá mais oq)... mas agora eles estavam ali bem pertinho.... e fiquei na água mais umas 2 horas.... esperando q pudesse passar a mão em um deles.... mas aí tbm já era pedir demais, né.... quem sabe na próxima! Eram dois ... eram grandes... eram lindos... pegavam jacaré... furavam as ondas e espantavam os peixinhos por onde passavam!

E minha mãe disse: - Inacreditável vc esse tempo todo na água.... tava esperando q pudesse pegar carona com um deles???

rsrs...
Ela me conhece...

domingo, 11 de abril de 2010

Diálogos reveladores

-Q c tá fazendo?
-Arrancando o esmalte e roendo unha compulsivamente...
- Pra q?
-Não sei... mas me disseram q pessoas fracas ou com tendências maníaco-obsessivas q fazem isso...
-Ah tá... é vc?
-Aham. Sou uma psico...délica.





quinta-feira, 19 de novembro de 2009

These songs of freedom

Algumas coisas não mudam nunca... mesmo com toda a distância do mundo.
Aprendi que mesmo estando tão longe... se vc tem a mente livre, é possível voar pra qualquer lugar e quando existe afeto, então, elas se conectam umas as outras e a gente é capaz de sentir a presença da pessoa querida...
Tive algumas experiências assim desde q me mudei pra cá....
Tenho falado com meus pais, pelo skype, quase todos os dias e eles me dão um informe diário sobre toda a família, sobre os vizinhos e os acontecimentos da cidade, eu conto minhas últimas novas receitas e cada “novidadezinha” q acontece, por menor q seja. A gente bate papo como batíamos na mesa do almoço todos os dias até um tempo atrás.
Outro dia recebi um presente de aniversário que me deixou muito emocionada. Uma festinha surpresa com direito a bolo, velinha e tudo mais! Pena q a aniversariante não pode degustar do bolo-brigadeirão e ficou chupando dedo. Mas a emoção foi a mesma de estar presente até minhas bochechas ficaram coradas na hora do parabéns, como de costume.
Tive também uma reunião fogo-de-palha como as de antigamente: muita conversa, muita fofoca, muitos assuntos “forrozísticos” e , como nunca pode faltar uma confusão nas nossas reuniões, um corre-corre danado para salvar o olho da Érika de um bicho-tesourinha desgovernado q o vento trouxe da rua direto pro olho da menina.
E pra completar, ontem tive uma experiência incrível. Encontrei um amigo no msn, conversa vai, conversa vem, ele disse q estava tomando uma cerveja pq o calor em Udi " tá brabo”. Aí me deu aquela vontade.... fui na cozinha e peguei uma pra mim também. Liguei a câmera pra mostrar meu violão novo e vi q ele tava comendo umas bolinhas... perguntei oq era e ele me mostrou um saquinho de amendoim japonês, exatamente igual ao q o Marcelo largou aqui em cima da mesa do computador esses dias.
Aí pronto! A festinha tava armada... comendo amendoim, tomando cervejinha, jogando conversa fora... quando vi já tava tocando violão de cá, mil musiquinhas de cifras fáceis.... passamos por Oswaldo Montenegro, Nando Reis, Beatles até q, finalmente, chegamos em Bob Marley...
Nessa fase a coisa já tava mais pra lá do q pra cá... e eu, com toda aquela empolgação de quem está exibindo pro coleguinha seu brinquedinho novo, disse : - Ahhhh, vou tocar “Redemption Song” q é tão lindinha.... e um dia aprendo a fazer aquele solinho.
O menino saiu e mais q depressa voltou com sua super flauta: - Peraí, deixa q eu faço!
Nóooooooooooooooooo aí eu pirei mesmo!!!!!!
Ele fazia o solinho de lá, eu cantava e tocava violão de cá....e a música dizia: these songs of freedom e eu pensava: liberdade... mentes conectadas...
A gente se divertiu e riu bastante... como fazíamos antes da mudança e como ainda fazemos quando nos encontramos. E no final, como não poderia faltar num bom sarau regado a muita cerveja e amendoins japoneses ele se levantou e perguntou : - Onde fica o banheiro masculino????

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eu adoro cachorro!


Eu adoro cachorro!
Me lembro quando tinha uns 6 anos a Tuca, cachorrinha do Bruno, ganhou filhotinhos.... e eu já fui correndo na casa dele pedir pra q ele guardasse um pra mim. Quando cheguei lá, ele me levou lá pro quarto pra anotar meu pedido (como se fossem tantos cachorros e tantos possíveis donos assim pra q ele não conseguisse guardar de cor), mas enfim... ele começou a procurar o caderninho ou sei lá oq onde estava anotando ou, pelo menos, onde gostaria de estar anotando.... como não encontrou ele pegou uma daquelas telas mágicas... sabe aquelas cor de rosa q vc desenha com uma caneta de mentira e apaga uma espécie de rodinho q fica por dentro?
Imagina se eu acreditei no sistema de organização do menino???
Haviam cachorrinhos pretos, marrons e brancos pintadinhos de marrom. E eu pedi uma menininha branca pintadinha e ele anotou na tela mágica. Pronto ... agora era só esperar uns dias.
Quando cheguei na escola, no dia seguinte, a Maíra me veio com um papo de q só tinha mais uma branca e q era dela, aí já sabe, né.... a gente brigou, mas por fim eu disse q então td bem ... ela podia ficar com a branca e eu pegaria uma pretinha linda
Final da contas? Nós duas ficamos com machos marrons.
Tbm, com anotações feitas numa tela mágica não podia se esperar outra coisa, né!
Enfim, era marrom... era macho, mas era coisa mais lindinha q eu já tinha visto em toda a minha vida.. levei pra casa aquela bolinha de pêlo de focinho cor-de-rosa e orelhas enormes q minha mãe batizou de Kim.
O Kim foi meu parceiro durante longos 17 anos... fazia aquele tipo malandro.... vivia na rua, era conhecido de todo mundo, passava horas passeando pela vizinhança e voltava mais fedido q um gambá, batia no portão quando queria entrar, arranhava nossa pernas quando queria comer, me protegia quando alguém queria me bater, tinha fama de mau.... mas nem era tanto assim.
Daí ficou velho e idade de cachorro se multiplica por 7....
Um dia eu estava no quarto e escutei uma gritaria na sala.... o Marcelo, na época meu namorado, estava comigo e eu disse: - Vai lá na sala ver q q tá acontecendo, parece q o Dani e o Kim estão tendo uma briga de irmãos.
Ele foi e não voltou... a impressão q eu tinha era q ele havia entrado na briga tbm... estavam os 3 gritando. Então levantei furiosa e quando olhei pra dentro da sala e pude ver o q estava acontecendo... acho q tbm perdi o controle... não sei.... quando vi estava de volta no quarto em cima da cama gritando enquanto o Dani esbravejava: - CALMA - como se pudesse acalmar alguém com aquela voz de trovão.
Acontece q o Kim tinha tido o primeiro ataque epilético da vidinha dele e eu tinha visto o primeiro da minha vida..... e foi uma coisa terrível.... meus pais não estavam em casa e a gente não sabia oq fazer... tentamos ligar pro veterinário e sei lá mais pra quem.... foram minutos q pareceram horas .... até q de repente passou.... mas ele não parecia ser o mesmo cachorro... ele andava tonto pela casa, não parava quieto, batia a cabeça nas paredes e caía... eu fiquei com muito medo... e ele ficou assim por algum tempo. Depois foi se acalmando e voltou a ser o Kim de antes.
Daí levamos ao veterinário e foi isso... ele estava doente... passou a ter q tomar remédio controlado, de vez em quando tinha essas crises mas continuava esperto, curioso, custoso e muito “rueiro”. O veterinário disse q ele não morreria disso, mas morreria com isso. Então compramos uma coleirinha com identificação pro caso dele se sentir mal quando estivesse na rua ou não se lembrar do caminho de casa. Ainda viveu muito tempo e até sobreviveu ao ataque de um pitbull q quase despedaçou o "bichin", mas um dia ele saiu pra passear e nunca mais voltou.
Estávamos chegando de viagem e esperávamos encontrá-lo no portão balançando o rabinho e mostrando os dentinhos... mas ele não estava lá... e aí veio a notícia de que ele já estava sumido a 2 dias. Às vezes ele aprontava de passar a noite toda fora... e voltava só de manhãzinha.... mas 2 dias já era tempo demais... nem desfizemos a malas e saímos pra procurar.
Passamos meses procurando por ele ... perguntando pras pessoas na rua, parando o carro na rodovia quando avistávamos um cachorrinho morto, oferecendo recompensas... e recebendo vários telefonemas... mas nunca era ele. Às vezes tínhamos até visões.... enxergávamos ele lá longe... mas quando chegávamos perto não tinha nada.
Ele sumiu pra sempre e deixou um buraco nos nossos corações.
É... não é nada fácil perder uma amigo querido de tantos anos... um irmão...
Mas como cachorro é bom demais... não aprendemos a lição e hj temos o Junin, o Ruffus e o Duane q amamos de paixão, q nos dão tantas alegrias e q, provavelmente(espero q num futuro bem longe), vão nos dar outras tantas tristezas.... Mas a história desses 3 fica pra uma outra vez!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Família é família!


Ontem fiquei de castigo na sala de espera de um consultório odontológico por intermináveis 2 hs. Peguei uma revista “Caras” q tinha por lá. Normalmente, só me interessa nessas revistas modelos de vestidos, ou pra sonhar em ter um igual ou pra dizer: - Puuuuts, como alguém consegue usar essa coisa horrorosa! - sempre as folheio rapidamente e sempre nessas ocasiões. E enquanto a senhora sentada ao meu lado (sempre tem uma senhora) está na primeira.... eu já vi as 5 q tinha e estou ansiosa pra q ela acabe de ler logo pra q eu possa ver a dela tbm.
Mas ontem foi diferente, a mocinha q preenche a agenda da dentista me fez o favor de não anotar meu nome e só depois de muita conversa e muita chateação a “doutora” resolveu me atender: - Mas só daqui umas 2hs- disse ela.
Como eu não queria fica lá à toa e as revistas disponíveis não eram muitas, peguei uma e fiz um trato com ela: - Vai ser a primeira vez q vou ler uma de vcs, portanto, seja gentil, e não acabe antes de chegar a minha vez de ser atendida.
E assim comecei. Li até as propagandas de carro e de loções pós-barba.
Até q vi uma foto de uma famosa q num lembro o nome com uma barriguinha meio feinha. A tal barriguinha me fez lembrar uma outra, muito minha conhecida, a minha.. E me fez decidir começar a malhar amanhã. Pensei: quero chegar bonita na praia, no final do ano, quando a família se reúne e se manda lá pros lados da Bahia.
Mas aí me veio a inquietação: eu já moro na praia.... eu fui a praia ontem mesmo.... pq essa agora de querer ficar magra pra praia do final do ano? oq essa praia tem de melhor do q a daqui? Pq é mais especial? Ainda mais indo com a família... aí é q eu não devia me preocupar mesmo.
Família é família... mesmo q vc não esteja linda e magra eles dirão q vc está. E mesmo q vc esteja linda, magra, esbelta, com os cabelos bem tratados e a pele morena hidratada, seu tio ainda vai querer q vc use creme pós-sol da Loreal; sua mãe vai querer q vc passe protetor solar de meia em meia hora; seu irmão vai inventar uma história de pescaria e sumir com seu marido por horas até sua cabeça encher de cabelos brancos de tanta preocupação; seu marido vai te fazer aquela proposta indecorosa de correr na praia todos os dias as 7 da matina; seu outro tio vai assar aquela carninha no final da tarde e sua tia vai fazer aquele arrozinho delicioso, q vão acabar com sua dieta; seus sobrinhos vão querer ser pisoteados atrás do trio elétrico e o pai deles só vai deixar se vc for junto; seu pai vai pegar a sanfona e tocar todas aquelas músicas q vc ouve desde pequena e sua cunhada vai lá no seu quarto, na hora mais importante da novela, te chamar pra cantar com o pessoal enquanto toma aquela cervejinha gelada; e sabe aquela foto linda q vc tirou e q vai botar na moldura? Não vai mais... seu irmão mais novo te colocou chifrinho; os homens da família, numa tentativa desesperada de tirarem suas mulheres do sério, vão se unir e fundar um movimento do machões sei lá oq, q vai te dar cólicas de tanto rir; e se brincar vc ainda leva um prêmio de 2ª esposa mais mandona da viagem, perdendo só pra sua própria mãe...
Puuuuuuuuuuuuuuuuuura diversão!!!!!!!
A revista cumpriu o trato, a dentista me chamou antes q pudesse terminar de lê-la, mas não antes de descobrir o q a praia do final do ano tem de tão especial!!!!
Ahhhh, sabe aquela vontade de começar a malhar? Já passou. Rs