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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A ciência a serviço dos maridos trapaceiros

    Resolvi dar uma faxina daquelas em casa. Há tempos tava adiando isso e nada melhor que um início de ano pra botar tudo em ordem.
    Meu marido tem uma mania de guardar tudo pra depois vender... mas nunca vende e os trambolhos dele só ficam entulhando minha casa.
    É negativo de foto, slide, banco de bicicleta quebrado, celular tijolão, vídeo cassete que não funciona, caixas de som que não funcionam, figurinhas de animais selvagens do chocolate surpresa, óculos de sol de mil novecentos e bolinha, caneca de time da época da faculdade.... uma tranqueira que não acaba mais.
    O engraçado é que uma vez por ano resolvo fazer uma limpeza dessas.... e já notei que sempre jogo as mesmas coisas fora... não sei oq acontece mas, miraculosamente, elas voltam pras gavetas... ou melhor, sei sim... pura trapaça!
    Eu vou jogando tudo no lixo e ele, de fininho, vai tirando tudo do lixo e acha que eu não tô vendo!
    - Neguin pq c tá resgatando esse celular do lixo?
    - Nãaaaaaaaaao! Num joga ele fora, não! Guarda aí q eu vou vender!
    -Vender???  Pra quem???  Tá doido??? Ninguém quer essa porcaria aí não! Não se usa mais celular sem chip!
    Ele  mais q depressa corre pra internet pra ver se acha algum ser interessado na raridade...
    Minutos depois...
    - Neguin, dá um jeito nessa pilha de papel que tem dois anos que vc disse que ia organizar e guardar no arquivo e ela tá aqui até hoje!
    - Ah tá! Deixa aí q vou arrumar...
    -Quando?
    -Daqui a pouco.
    - Agora! Vai! Pode ir q eu tô te olhando... (e fico olhando mesmo!)
    É sério! Eu não aguento! Dou chilique! E ele me chama de chata.... Eu acho graça pq sei q é verdade!  
    -Mas eu sou japonês e isso é herança genética! Vc não pode querer mudar até meu código genético, né?!
    - Hein???
    - Tá comprovado que os japoneses depois da segunda guerra mundial, quando o Japão foi devastado, precisavam guardar tudo pq não tinham nada e não sabiam do que poderiam precisar.
    - Pronto! Só faltava essa! Agora ele tem desculpa esfarrapada com embasamento histórico-científico...


    Ah. Olha só quem eu achei no meio da bagunça!
ouhnnnn... um filhotinho de iguana

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Você não entende porque a gente chora diante da beleza?"

foto: Marcelo Kokubum


" A resposta é simples. Ao contemplar a beleza, a alma faz uma súplica de eternidade. Tudo o que a gente ama a gente deseja que permaneça para sempre. Mas tudo o que a gente ama existe sob a marca do tempo. Tudo é efêmero. Efêmero é o por do sol, efêmera é a canção, efêmero é o abraço, efêmera é a casa construída para o resto da vida. A gente chora diante da beleza porque a beleza é uma metáfora da própria vida."

Rubem Alves 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Duane... pra lembrar....

lembra de quando a gente se conheceu e depois de 2 dias vc já deitou no meu colo e ainda me passou um carrapato?
lembra de quando te pegávamos emprestado do Lion pra passear na praça da biblioteca e eu te fazia de tapete?
lembra de quando a gente jogava a bolinha e vc pulava q nem um jogador-de-futebol-americano-doido no portão?
lembra quando te levamos pra morar com a gente o tanto q Ru-ru implicou com vc? e nunca mais parou, né...rs
lembra q quando eu ia dar banho em vcs o Ru-ru fugia e vc já se animava logo a entrar debaixo d'água?
lembra de quantos banhos vc já me deu?
lembra quando deixava vcs entrarem, colocava um colchão no chão e dormíamos nós três?
lembra da vez q te colocamos de castigo, fechamos a grade e vc, miraculosamente, conseguiu passar pro outro lado?
lembra da nossa super viagem e do tanto q vc babou no ombro do seu pai?
lembra quando vc e o ru-ru se embaraçaram nas cordas em q estavam amarrados e ficaram parecendo um cachorro mutante de 2 cabeças?
lembra q colocamos vcs pra dormirem dentro do quarto do hotel com a gente e vc fez tudo menos dormir?
lembra de como vc tinha um jeitinho todo seu de deitar parecendo um frango assado?
lembra de como vc gostava de dormir com uma perna pra cima esticada na parede parecendo um cachorro atropelado?
lembra da vez q levamos vcs na pracinha a noite e na volta tivemos q parar 3 vezes pra descansar?
lembra q toda vez q eu abria o portão pra entrar em casa, impreterivelmente, vc lambia minha mão enquanto o ru-ru se coçava na frente do carro, mesmo q isso acontecesse 15 vezes no dia?
lembra q toda vez q a gente mexia numa sacola plástica vc colocava o cabeção pra dentro da cozinha pra curiar oq tinha na sacola?
nem te levei pra ver o mar....
a mamãe tá sentido muito sua falta....
meu menino...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Das pequenas maldades do casamento


Vou pra academia como quem vai ao matadouro. A passos lentos, na esperança de q caia um raio, um meteoro ou aconteça qualquer outra coisa do gênero q me impeça, no meio do caminho, de cumprir a terrível sina.
Meu instrutor, sempre alegre e receptivo exibe um sorrisinho q pode parecer amigável aos inocentes e inexperientes frequentadores... mas q a mim não engana. Me parece um tipo de felicidade mal-intencionada típica de torturadores. Diga-se de passagem, não há comparação melhor do q a dos aparelhos de musculação com  as máquinas de tortura.
Entre um exercício e outro me perco nos meus pensamentos e torço  para q eu não me encontre nunca mais e assim não tenha q terminar as infindáveis séries.... e cadê o danado do meteoro?
Hoje, numa dessas minhas “perdições”, entre o adutor e o abdutor, fiquei pensando sobre o meu crescente número de faltas, caprichosamente, anotadas na minha ficha pelo lápis-de-escrever-com-borracha-na-ponta do Carlos, o instrutor.
Já, de cara, joguei a culpa no marido.
O combinado era fazermos juntos... um dando força pro outro... um motivando o outro quando este estivesse com preguiça. Esse é um dos pactos q se faz no dia do sim. Na alegria... na tristeza... na saúde... na academia ...
O “vamos malhar juntos” proferido por um casal, deveria significar o estreitamento dos laços da relação...  um passo para além da intimidade, um marco na vida a dois,  um querer compartilhar a dores, as agonias, as tristezas... um verdadeiro ato de amor.
Quando uma das partes descumpre o trato, o ser- abandonado sente-se desamparado, e se gosta de escrever e não muito de malhar.... pega mais q depressa seu bloquinho de anotações e até se esquece q está na academia... enquanto a fila para o abdutor cresce às suas costas e olhinhos curiosos tentam espiar seu caderninho. Acredita q o fato de ter tido uma idéia para um texto o exime da obrigação de terminar a malhação. É a desculpa perfeita!
Mas a verdade-verdadeira da coisa é q camuflamos o real sentido do apoio ao parceiro quando o quesito é malhação. Funciona da seguinte forma:  não incentivamos o parceiro a malhar pq isso é um bem q fazemos a ele, uma preocupação com sua saúde ou sei lá oq... é mais uma provocação, um “levanta desse sofá, seu fracote!” velado. E mesmo q vc tbm não esteja nem um pouco afim malhar... rapidamente veste sua roupinha e faz cara de esportista pra mostrar q o outro, largado no sofá, não tem metade da sua energia. Aí, por maldade, a mais pura maldade, vc obriga o infeliz a se levantar e se aprontar rapidamente pq já estão atrasados .... e sai puxando-o pelo braço com uma animação totalmente fingida, que de tão bem fingida até vc acredita!
Assim, na próxima vez,o casal troca de papéis e oq estava na posição fracote fará vc passar por tudo q vc o fez passar da outra vez e mais um pouquinho, pq a gente nunca quer descontar um beliscão com outro beliscão do mesmo nível... quando descontamos caprichamos na força, tem q ser mais doído. É a lei dos descontos!
São as pequenas maldades do casamento.

domingo, 18 de abril de 2010

Gnomos são meus amigos



Quando conheci meu marido, há 10 anos trás, ele usava pochete. Não exatamente no dia q nos conhecemos, mesmo pq isso, fatalmente, seria o fim de algo q nem havia começado.
Me desculpem os usuários do acessório mas pra mim não existe coisa mais feia e cafona na face da terra, e digo mais, do universo, do que uma pochete pendurada na cintura.
Os adeptos da pochete se justificam pela praticidade do acessório, dizem: “é uma beleza, dá pra carregar tudo q preciso!” é... deve dar mesmo, só não carrega o bom gosto, o bom senso, o refinamento e a elegância.
A pochete se tornou popular nos anos 70. Fico pensando q só pode ter sido criada por um pesquisador do sexo masculino. Digo pesquisador pq, de maneira alguma, seria obra de um estilista; e do sexo masculino pq uma mulher jamais seria acometida de tamanho papelão. Penso q ela deve ter sido inspirada naqueles saquinhos de moedas preso ao cinto, usados pelos mercadores na idade média, nas cartucheiras dos caubóis do faroeste ou, o q é mais provável, no cinto de utilidades usado pelo nosso amigo Batman (os homens e seu imaginário povoado de super-heróis)
Graças a Deus, mas principalmente as mulheres, homens são facilmente manipuláveis e domesticáveis no quesito como se vestir... e existem mães, namoradas, amigas e palpiteiras de plantão, espalhadas por toda a parte. De um bom tempo pra cá é cada vez mais raro ver alguém desfilando esse acessório por aí. O uso desse elemento na composição do figurino é uma declarada e indecente falta de gosto.
Meu marido q o diga... a belezura q ele ostentava na cintura era preta, de couro toda puída, a pior de todas as pragas. Normalmente ela vinha acompanhando calças jeans velhíssimas e surradas, daquele modelo q afina na canela, (q eu costumo chamar de “queromorrer”, expressão usada sempre q o vejo usando uma) provavelmente presenteadas pela sua mãe por volta da década de 80.
Essa é outra atitude tipicamente masculina.
Homens não renovam suas roupas... se vc fuçar no armário de um homem de 30 anos encontrará camisetas da época da faculdade, uniformes do colegial, cuecas velhas e esgarçadas com o nome dele escrito a caneta e quiçá cueiros.
Outro dia, li q o homens confiam piamente na desintegração dos tecidos, no triângulo das bermudas ou naquele tipo de gnomo q some com os objetos, por isso preferem esperar q a peça desapareça da gaveta como q por encanto. E ai de vc se pensar em dizer alguma coisa a respeito de livrar-se dessa peças. Blasfêmia! Ele ficará ofendidíssimo e muito magoado com sua falta de sensibilidade para com suas memórias em tecido.
Bom, mas graças a minha sutileza e ao meu jeitinho especial para lidar com coisas q me desagradam, ele abandou o mau hábito: - Neguin, essa pochete até q é legalzinha, mas tive uma outra idéia, vamo ali comprar uma mochila nova, agora? Oq acha? (o segredo é não deixá-lo responder.... fale sem parar, faça outras perguntas, despeje um monte de informações e saia puxando-o pela mão...)
Foi assim com a pochete... com as calças... com a cuecas e muitas outras coisinhas, só não consegui ainda me livrar das velhas e horrorosas camisetas da época da faculdade. Ele com certeza se sentirá ultrajado por eu tê-las chamado de horrorosas. Mas eu direi: Não neguin... elas não são horrorosas, foi só força de expressão, tá! Vc sabe como sou exagerada, né...
Antes q ele perceba os gnomos as levarão!

domingo, 11 de abril de 2010

Diálogos reveladores

-Q c tá fazendo?
-Arrancando o esmalte e roendo unha compulsivamente...
- Pra q?
-Não sei... mas me disseram q pessoas fracas ou com tendências maníaco-obsessivas q fazem isso...
-Ah tá... é vc?
-Aham. Sou uma psico...délica.





domingo, 21 de março de 2010

Não vejo a hora de me jogar.....


foto: Marcelo Kokubum

Acabo de chegar de mais um ensaio da quadrilha junina "Festejo São João", do Pajuçara. No ano passado, logo quando me mudei pra cá, em meio a alguns desprazeres, tive a enorme satisfação em conhecer Jairinho, moço bom e artista plástico talentosíssimo, q sabendo da minha paixão pela música nordestina, mais q depressa me convidou para conhecer a quadrilha da qual fazia parte e q coincidentemente procurava uma vocalista.
Talvez eu não consiga, apenas por palavras, explicar o realmente senti no dia em q coloquei meu pés pela primeira vez num ensaio da Festejo. Fui instantaneamente arrebatada. O entusiasmo e o ardor daquelas pessoas pela quadrilha mostravam sua paixão q era tão forte q quase podia ser tocada. Naquela noite experimentei uma quantidade de sensações e sentimentos q me deixou em estado de êxtase, completamente maravilhada.
Ao sair de lá, a única certeza q eu tinha é q queria fazer parte daquilo, não fosse como cantora, seria na equipe de apoio, na costura ou em qualquer outro lugar. A quadrilha já era parte de mim. Fiquei tão tomada pela emoção e por tudo aquilo q vi e ouvi naquela noite q assim q entrei no carro, pra ir embora, desabei em lágrimas.
Hoje, 21 de março, os ensaios com os dançarinos já estão a todo vapor. Aliás, desde outubro, a equipe da Festejo vem se reunindo para definir figurino, música, adereços, etc. E o clima contagiante do São João no nordeste já inunda os corações dos quadrilheiros nos dando ânimo, coragem e garra para fazer melhor e superar o número de vitórias e conquistas do ano q passou.
Só quem participa e acompanha de perto o movimento entende q tudo aquilo é feito de amor. Ao final do ensaio, Ewerton leu, pra gente, uma crônica escrita por um jornalista daqui da TV Ponta Negra, Paulo Araújo, q me inspirou a escrever esse texto. Ficamos muito felizes em saber q em meio a muitos, q consideram o movimento das quadrilhas como “coisa de desocupados”, existem pessoas esclarecidas q valorizam a arte e cultura popular nordestina. Por isso, peço licença a Paulo Araújo e transcrevo aqui um trechinho de sua crônica q descreve, com uma percepção louvável, um pouco da atmosfera junina dentro de uma quadrilha.
As quadrilhas, “são compostas por jovens q juntam centavo por centavo pra pagar a roupa mais bonita q puder envergar, entregam-se de corpo e alma a ensaios extenuantes e esfalfam-se em viajar em ônibus, nem sempre confortáveis, cruzando o estado de leste a oeste em busca de platéia. Quando junho chegar, sem nenhum trocadilho, as quadrilhas juninas vão assaltar nossa alma nordestina com um colorido de cores e ritmos q explodem por todos os lados fazendo-nos refletir: Como podem ser tão bonitas e organizadas? De onde vem tanta energia para levantar arquibancadas inteiras por volta das 5 horas da manhã como vi na final de um dos festivais do ano passado na praça central de Currais Novos? De onde surgem tantas idéias para contar uma história tão simples como o casamento matuto na roça? ......... Que junho chegue logo, pois muita gente, como eu, não vê a hora de assistir uma apresentação de quadrilha junina.”
Eu tbm, não vejo a hora de me jogar nos braços da minha Festejo!!!!!
De quebra, vai um videozinho de uma das apresentações da Festejo 2009. Tá de longe, tem um monte de cabecinha na frente, não dá pra ouvir direito, mas mesmo assim vale a pena conferir! ;)

quarta-feira, 3 de março de 2010

De Minas ao RN

Há um ano atrás, exatamente a essa hora, estávamos na estrada a caminho de Natal. Saímos de Uberlândia no dia 1º de março e chegamos aqui no dia 4 .....depois de muita gasolina, muita poeira, muita baba de cachorro, muitos salgados de posto, muito calor e principalmente muito sol na moleira...

Viagem longa.... mas muito divertida.






Viemos eu, Marcelo, Ruffus e Duane e mais algumas malas de roupa, uma barraca de camping, dois sacos de dormir e um tanto de ração. Apertadinhos na nossa parati azul atravessamos cerca de 6 estados (Minas, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba até chegar no RN) ao som das melhores de Jackson do Pandeiro. Passamos por lugares históricos... e por q não dizer por lugares musicais.

Por cada cidadezinha q passávamos eu ficava feliz por lembrar uma música de Luiz Gonzaga e pensava: "A- há., tô no caminho certo!!!!!" Era a minha estrada de pedras amarelas! Cada placa na estrada me remetia a músicas q ouço desde a infância: Riacho do Navio, Rio Pajeú , Rio São Francisco, Propriá , Juazeiro, Petrolina, Sobradinho, Arapiraca, Campina Grande, Caruaru ....
Mas foi a Bahia q transformou por completo minha concepção de distância. A Bahia q sempre me pareceu tão longe e de repente.... o longe virou perto. Quando chegamos lá a viagem só estava começando.



Em Feira de Santana nosso carro estragou, mas por sorte, em frente a uma oficina mecânica. Difícil foi o coitado do mecânico ter coragem de entrar no carro quando mirou a lanterna e viu os olhinhos dos meninos brilhando lá atrás.
Em Alagoinhas colocamos os cachorros pra dormir dentro do quarto imundo com a gente e então descobrimos oq Duane não faz nas madrugadas.... ele não dorme e não deixa ninguém dormir.
Em Sergipe, graças às necessidades fisiológicas dos cachorros, conhecemos o supermercado de uma cidadezinha chamada Umbaúba, onde tivemos q comprar muito desinfetante e panos de chão.


Em Pernambuco, viajamos por horas e horas, na noite chuvosa, numa estrada totalmente esburacada por causa da duplicação da rodovia até chegarmos em Recife, onde nos perdermos. Lá tivemos q perguntar ao frentista do posto onde ficava o motel mais próximo e ouvir sua explicação sobre o caminho para chegar num “motel de família” (palavras dele!).
Chegando na Paraíba ficamos assustados ao sermos perseguidos por um carro q nos fechou e nos obrigou a parar, q nem a polícia faz nos filmes de ação. Era um funcionário da receita estadual q por algum motivo desconfiou da nossa bagagem e decerto da nossa cara de meliante.

Aprendemos muitas coisas, conhecemos muitos lugares.... Eu, entre tantas coisas, aprendi muito sobre meus cães.... Descobri q eles não fazem xixi em qualquer lugar, não. Portanto, não basta parar o carro na beira da estrada de 3 em 3 horas e pensar q 5 minutos ali vai resolver o problema, pq não vai..... a coisa tem q ser muito bem estudada e avaliada pelos dois e só depois de andarem muito, cheirarem muito e avistarem um montinho de areia lá no meio do matagal....é q eles se sentem à vontade.





Aprendi como somos tão diferentes e tão parecidos, o Ruffus puxou a mãe e o Duane puxou o pai. O Ruffus não quer papo, entra no carro e já tomba dormindo enquanto o Duane fica acordado a viagem toda querendo puxar assunto.


Aprendi q meus cachorros compõem muito bem com as cores da Jaimaca.




Mas não fui só eu quem fiz grandes descobertas, não. Os cachorros passaram por situações q cachorros mineiros jamais teriam imaginado. Como, por exemplo, uma danada de uma cabra q resolveu se aproximar.... e foi chegando perto... e foi chegando perto.... os dois só de olho e decerto pensando: “esses cachorros aqui do nordeste são muito esquisitos”, quando ela já estava a uma distância preocupante e eu já estava mais q apavorada com medo de não conseguir seguras os dois, ela disse: "béhhhhhhhhhhhhhhh" e foi-se embora. “Como assim béhhhh???????” penso eu q eles pensaram, mas nada responderam.



Paisagens incríveis, tons de verde inexplicáveis, pedras gigantescas, pores do sol inacreditáveis, feirinhas de artesanato aos montes, rios e mais rios de água calma q refrescavam só de olhar...







De sol a sol, de buriti à xique-xique, do interior ao litoral, de pão de queijo à tapioca com ginga, de Minas Gerais ao Rio Grande do Norte...



4 dias de muita aventura q ficarão pra sempre guardados nas nossas memórias.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

O marido e o rato


Maridos normais ligam pra suas esposas quando elas estão a 2.700 km de distância pra dizerem q tem um rato morando na cozinha????
Não sei... mas o meu liga.
Recebi esse telefonema quando estava em Uberlândia.
– Amor tem um rato na nossa cozinha!
Eu disse: - Mata.
Ele disse : - Eu?
Eu disse: - É.
Pronto. Assunto mais q resolvido – pensei
Tenho a sorte de ser casada com um biólogo... muitos podem pensar: sorte??? Ele guarda sapos no seu freezer, vive viajando e quando volta pra casa ainda tá cheio de carrapatos? Isso não parece sorte.
Mas acreditem é sim. É muito bom saber q não precisa se preocupar com besouros, grilos, baratas, cobras, sapos, ou seja lá oq for, q por acaso, entre na sua casa.. E mesmo se ele estiver viajando e vc encontrar uma cobra na cozinha é só ir até a estante de livros, procurar um catálogo de serpentes, descobrir o nome da colega, ligar no celular dele q em poucos segundos vc terá todas as informações q precisa saber sobre a bicha mais o telefone de algum amigo biólogo q mora perto e vai te salvar.
E eu com o livrinho na mão: -Neguin, tem uma cobra na cozinha. Tô achando q é uma Apostolepis
-Ah, essa aí pode pegar.
-Mas num é venenosa?
-É. Mas a boquinha dela é muito pequena pra conseguir morder seu dedo.
-Uhmmm sei.... me dá logo o telefone do Hugo!
Agora se ele estiver presente, aí é td mais fácil, em pouco tempo o problema tá resolvido e a cobra está devidamente ensacada e guardada em cima da estante da sala até segunda-feira quando ele, enfim, a leva pra universidade.
Mas o caso do rato foi diferente. Ele não só não matou o rato como tbm não me contou q não tinha matado. E um dia, eu bem tranqüila na cozinha estourando pipoca e vupt passa um mini ratinho e corre pra debaixo do fogão. Eu, no meu papel de mulher, fiz o q toda mulher faria, gritei e subi em cima da pia. Assim q achei q estava segura corri pra sala e falei: - Tá debaixo do fogão, mata lá.- Ele correu pro escritório e pegou um veneno de matar barata, tipo Baygon... sei lá.
Eu olhei aquilo e falei: -Vc tá é doido decerto, né! Não é assim q mata rato, não, menino... Vc vai matar ele de tosse???? Isso aí só vai dar barato no bichin ...Vc tem q ir lá e ligar o forno pra ele sair de lá de baixo.
Ele me olhou e disse: - Ahhhhh liga lá vc...
Pela cara de pavor do rapaz eu preferi nem discutir e fui lá ligar enquanto ele montava uma barreira de proteção com um colchão pro intruso não passar para sala.
E de repente me vi ali presa na cozinha junto com o rato enquanto o bonito fazia torcida do lado de lá da barreira, em total segurança.
O ratinho se esquentou e vupt correu pra fora de casa.
Meu marido desfez a barreira e a cara de pavor e foi me ajudar com a pipoca até q de repente vupt saiu um ratinho irmão de debaixo do fogão e eu disse: - Vc viu???
Ele respondeu: - O primeiro não, só o grande!
Grande????????? Ele chamou o irmão mais novo do mini ratinho de grande?????
Pensei: Aff... tá tudo errado, mesmo!